quarta-feira, 23 de julho de 2014
angústia existencial
Se estou só, quero não 'star,
Se não 'stou, quero 'star só.
Enfim, quero sempre estar
Da maneira que não estou.
Ser feliz é ser aquele.
E aquele não é feliz
Porque pensa dentro dele
E não dentro do que eu fiz.
A gente faz o que quer
Daquilo que não é nada,
Mas também se o não fizer
Fica perdido na estrada.
Fernando Pessoa
domingo, 20 de julho de 2014
tolerância
"Impressão Digital
Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandecente.
Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.
António Gedeão
Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandecente.
Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.
António Gedeão
sexta-feira, 18 de julho de 2014
a minha visão do poeta
O poeta descobre a luz na escuridão,
a beleza escondida na imensidão,
o amor na adversidade
e, às vezes, a solidão.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
O Poeta
Deixai-o passar, gente do mundo, devotos do poder, da riqueza, do mando ou da glória. Ele não entende bem disso e vós não entendeis nada dele.
Deixai-o passar porque ele vai onde vós não ides; vai ainda que zombeis dele, que o calunieis, que o assassineis. Vai, porque é espírito e vós sois matéria."
Almeida Garrett
Tu, que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares
(...)
Acorda! é tempo!
(...)
Escuta! é a grande voz das multidões!
(...)
Ergue-te, pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhado, faze espada de combate!
Antero de Quental
"Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto, a ver se o meu canto compromete
A eternidade do meu sofrimento.
[...]
Canto como quem usa
Os versos em legítima defesa."
Miguel Torga
"O poema é
A liberdade"
Sophia de Mello Breyner
"O poeta é um fingidor."
Fernando Pessoa
Deixai-o passar porque ele vai onde vós não ides; vai ainda que zombeis dele, que o calunieis, que o assassineis. Vai, porque é espírito e vós sois matéria."
Almeida Garrett
Tu, que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares
(...)
Acorda! é tempo!
(...)
Escuta! é a grande voz das multidões!
(...)
Ergue-te, pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhado, faze espada de combate!
Antero de Quental
"Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto, a ver se o meu canto compromete
A eternidade do meu sofrimento.
[...]
Canto como quem usa
Os versos em legítima defesa."
Miguel Torga
"O poema é
A liberdade"
Sophia de Mello Breyner
"O poeta é um fingidor."
Fernando Pessoa
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